Área de identificação
Código de referência
Título
Data(s)
- 04/02/1961 - 29/12/1980 (Produção)
Nível de descrição
Coleção
Dimensão e suporte
Documentos iconográficos: 1 fotografia;
Documentos textuais: 5 cartas; 1 panfleto; 4 selos
Papel
Área de contextualização
Nome do produtor
Biografia
Jânio da Silva Quadros nasceu em Campo Grande, atualmente capital de Mato Grosso do Sul, no dia 25 de janeiro de 1917. Filho de Gabriel Quadros e de Leonor da Silva Quadros.
Ainda criança, mudou-se com a família para Curitiba e um pouco mais tarde para São Paulo, onde completou seus estudos. Aos 18 anos, em 1935, ao fim dos estudos secundários, passou a lecionar português e geografia em algumas escolas da cidade e ingressou na Faculdade de Direito, onde começou a participar das atividades do Centro Acadêmico 11 de Agosto, sendo eleito no ano seguinte para secretário da entidade.
Formado, casou-se com Eloá do Vale, montou um escritório de advocacia no centro de São Paulo e começou a lecionar. Com o fim do Estado Novo e a reorganização partidária ocorrida em 1945, filiou-se ao Comitê da União Democrática Nacional (UDN). Em 1947 por não conseguir espaço para concorrer a vereador pela UDN, candidatou-se na legenda do Partido Democrata Cristão (PDC), não obtendo votos suficientes para assumir a cadeira. Contudo, com a suspensão do Partido Comunista Brasileiro, então Partido Comunista do Brasil, que tinha a maioria na Câmara Municipal, sobraram muitas vagas na Casa. Jânio foi um dos suplentes convocados e assumiu a cadeira em 1948. Obteve grande prestígio, sendo eleito em 1950 como deputado estadual pelo PDC, com a maior votação do estado. Foi líder da bancada na Assembléia Legislativa.
Em 1953 candidatou-se à prefeitura de São Paulo numa coligação do PDC e o Partido Socialista Brasileiro (PSB). O nome dado à campanha foi “Movimento 23 de março”, com o tema “O tostão contra o milhão”. Em virtude de sua campanha se comprometer em limpar os órgãos públicos, a vassoura, símbolo que o acompanhou a vida toda, começou a ser utilizada por seus correligionários como símbolo da campanha.
Jânio venceu com larga margem, assumindo uma gestão moralizadora. Em 1954 afastou-se do cargo para concorrer ao governo do estado, sendo eleito juntamente com o vice Porfírio da Paz. Tomou posse em 31 de janeiro de 1955 e durante seu governo procurou ampliar seu espaço político em nível nacional.
Em 1959, é lançado na Associação Brasileira de Imprensa (ABI) do Rio de Janeiro o Movimento Popular Jânio Quadros (MPJQ), promovendo campanha para que Jânio saísse candidato à presidência do Brasil nas eleições do ano seguinte. Em 03 de outubro de 1960, Quadros é eleito presidente, tendo como vice João Goulart.
Em seu governo, Jânio dizia pretender implantar uma reforma séria e profunda no país. Em meio à crise iniciada por uma denúncia feita pelo então governador da Guanabara, Carlos Lacerda, Jânio decide renunciar ao cargo, oficializando sua decisão no dia 25 de agosto de 1961. Sua atitude gera uma crise na questão sucessória, que culminou com a promulgação da Emenda Constitucional em 03 de setembro de 1961, que implantou o sistema parlamentarista de governo, possibilitando a posse de João Goulart no dia 07 corrente.
No ano seguinte Jânio volta à cena política para disputar as eleições estaduais de São Paulo, pelo Partido Trabalhista Nacional (PTN) e pelo Movimento Trabalhista Renovador (MTR). Perde a eleição para Ademar de Barros. Em 1964, após o golpe que institui o governo militar, o general Castelo Branco sendo indicado para assumir a presidência, pede que Jânio se manifeste a seu favor, o que foi feito. Mesmo assim, Jânio teve seus direitos políticos cassados pelo Ato Adicional n°1 (AI-1), em 10 de abril de 1964.
Passou então a dedicar-se a atividades privadas, escrevendo livros, exercendo advocacia e atividades de consultoria a empresas. Em 1968, ficou 120 dias detido em Corumbá (MS) por desrespeitar a proibição de fazer pronunciamentos.
Com a reorganização partidária realizada em 1979, filiou-se ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), por onde se candidatou ao governo paulista no pleito de 1982, quando perdeu pela segunda vez. Três anos depois, candidatou-se à prefeitura de São Paulo também pelo PTB e adota uma campanha moralizadora, aos moldes da que fez na década de 1950. Jânio é eleito, derrotando Fernando Henrique Cardoso (Partido do Movimento Democrático Brasileiro - PMDB) e Eduardo Matarazzo Suplici (Partido dos Trabalhadores - PT). Concluiu o mandato em dezembro de 1988, sendo sucedido por Luísa Erundina (PT).
Em 1989, ingressou no Partido Social Democrata (PSD). Apesar de ser o indicado preferencial para a eleição à presidência, recusou sua indicação por problemas de saúde. Nesse mesmo ano, manifestou publicamente seu apoio à candidatura de Fernando Collor de Melo (Partido da Reconstrução Nacional – PRN).
No ano seguinte, com a morte de sua esposa Eloá, sua saúde já debilitada, piora drasticamente. Em 16 de fevereiro de 1992, morre em São Paulo.
Após sua morte, uma comissão liderada pelo vereador Miguel Colassuono, líder do Partido Progressista Reformador (PPR) na Câmara Municipal de São Paulo, iniciou uma campanha para construção de um museu onde pudesse ficar guardado o legado material do ex-presidente. Em 1996, ficou definida a construção de um memorial projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer.
Foi casado com Eloá do Vale, com quem teve uma filha, Dirce Tutti Quadros.
Entidade custodiadora
História do arquivo
Fonte imediata de aquisição ou transferência
Área de conteúdo e estrutura
Âmbito e conteúdo
A coleção é composta por cartas do presidente Jânio Quadros ao Ministro da Educação, Brígido Tinoco, tratando de assuntos administrativos, além de um panfleto de sua candidatura presidencial. Também é possível encontrar uma fotografia de Clemente Mariani, Ministro da Fazenda do titular.
Avaliação, seleção e eliminação
Ingressos adicionais
Sistema de arranjo
Série Documentos Iconográficos
Série Correspondências
Série Campanha Presidencial