Área de identificação
Tipo de entidade
Pessoa
Forma autorizada do nome
Lígia Doutel de Andrade
Forma(s) paralela(s) de nome
Formas normalizadas do nome de acordo com outras regras
Outra(s) forma(s) de nome
identificadores para entidades coletivas
Área de descrição
Datas de existência
28/09/1934
Histórico
Lígia Doutel de Andrade nasceu em 28 de setembro de 1934, em Florianópolis, Santa Catarina, filha de Ana Elisa Ribeiro Moellmann e José da Costa Moellmann. Bacharel em História pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, casou-se em 1964 com Armindo Marcílio Doutel de Andrade, que seria seu grande parceiro na vida e nas batalhas políticas.
Com a cassação de Armindo em 1966, que o impediu de participar da política formal, ele indicou Lígia para concorrer como deputada federal por Santa Catarina nas eleições daquele ano, pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Eleita com 43.495 votos, tornando-se a mais votada de seu partido, tomou posse em 2 de fevereiro de 1967, compondo a 43ª Legislatura (1967-1970).
Durante seu tempo no Congresso Nacional, integrou a Comissão Mista do PL 2/68, que modificava o artigo 165 do DL 200/67, no ano de 1968. Contudo, em 1969, teve seu mandato cassado e seus direitos políticos suspensos por dez anos, com base no artigo 4º do Ato Institucional nº 5, de 13 de dezembro de 1968, conforme o Decreto de 30 de setembro de 1969, publicado no Diário Oficial em 1º de outubro de 1969.
Mesmo sem mandato, continuou sua militância política na década de 1970 e participou ativamente do Movimento Feminino pela Anistia, que alcançou seu objetivo em agosto de 1979, com a promulgação da Lei da Anistia Política.
Em 1980, foi uma das fundadoras do Partido Democrático Trabalhista (PDT) e, em 1981, do Movimento de Mulheres do PDT. Representou seu partido na Internacional Socialista de Mulheres, em 1988, e exerceu o cargo de Vice-Presidente para a região Brasil-Paraguai por dois anos consecutivos.
No Rio de Janeiro, presidiu o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (CEDIM) entre 1991 e 1994, durante o governo de Leonel Brizola, e também no governo de Anthony Garotinho (1999-2002).
Em 2012, a Câmara dos Deputados realizou uma sessão solene para devolver simbolicamente os mandatos aos 173 parlamentares cassados pela ditadura militar, incluindo Lígia e seu marido Armindo Doutel de Andrade.
Locais
Estado Legal
Funções, ocupações e atividades
Mandatos/fontes de autoridade
Estruturas internas/genealogia
Contexto geral
Área de relacionamentos
Área de pontos de acesso
Pontos de acesso de assunto
Pontos de acesso local
Ocupações
Área de controle
Identificador de autoridade arquivística de documentos
Identificador da entidade custodiadora
Regras ou convenções utilizadas
Estado atual
Nível de detalhamento
Datas de criação, revisão e eliminação
Idioma(s)
Sistema(s) de escrita(s)
Fontes
Memória política de Santa Catarina. Disponível em: https://memoriapolitica.alesc.sc.gov.br/biografia/1216-Ligia_Doutel_de_Andrade
Acesso em janeiro de 2025.