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Registro de autoridade

Flávio de Barros

  • Pessoa

A Guerra de Canudos foi um conflito ocorrido no sertão da Bahia, no Arraial de Canudos, entre as forças do Exército brasileiro e seguidores de Antônio Conselheiro, líder local, de 1893 a 1897. Foi uma guerra sangrenta em que o Exército enfrentou inúmeras dificuldades, chegando à vitória depois de quatro expedições. Na quarta e última expedição, que reuniu um grande esforço de guerra por parte do governo, estiveram presentes o ministro da Guerra, o repórter Euclides da Cunha e o fotógrafo Flávio de Barros, contratado pelo Exército para registrar os últimos momentos do combate. Ele é o autor das fotografias que compõem esta coleção. No final do conflito, depois de muitas baixas, a cidade de Canudos foi totalmente arrasada. Poucas são as referências biográficas ou citações sobre a vida e os trabalhos produzidos pelo fotógrafo baiano Flávio de Barros, produtor do Arquivo. Entretanto, em bibliografia especializada sobre Canudos, sua presença nas citações é freqüente, devido ao fato de seus registros serem os únicos conhecidos até a atualidade. Consta também que tinha um estúdio em Salvador, chamado “Photographia Americana”. Os motivos que levaram à contratação do até então desconhecido Barros não são claros, já que havia muitos estabelecimentos fotográficos na Bahia naquele período, muitos deles de grande prestígio. Especula-se, todavia, que havia um grande receio entre os fotógrafos de acompanhar o conflito, dado as notícias de sua brutalidade.

Florisa Verucci

  • Pessoa
  • 1934 - 20/04/2000

FMI

Francisco de Oliveiras Passos

  • Pessoa
  • 1876 - 1958

Francisco de Oliveiras Passos era filho de Francisco Pereira Passos e Maria Rita César Passos e nasceu no Rio de Janeiro, provavelmente, em 1876. O engenheiro Oliveira Passos venceu, com o “Projeto Áquila”, o concurso para a construção do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Foi empresário e um dos sócios da Serraria Santa Luzia. Entre 1926 e 1931 foi presidente do Centro Industrial do Brasil.
Faleceu no Rio Janeiro em 1958.

Francisco Glicério de Cerqueira Leite

  • Pessoa
  • 15/08/1846 - 12/04/1916

Francisco Glicério de Cerqueira Leite nasceu em Campinas, SP, em 15/08/1846, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 12/04/1916. Foi jornalista, político e maçom, com forte atuação nos movimentos abolicionista e republicano, tendo sido eleito deputado federal ainda no Império. Entre 1891 e 1899 exerceu consecutivos mandatos como deputado federal, e de 1902 a 1916 foi senador, também em mandatos sucessivos, sempre pelo estado de São Paulo. Ocupou o cargo de secretário de Estado da Agricultura, Comércio e Obras Públicas (equivalente, na época, aos atuais ministérios dos Transportes e da Agricultura) de 31/01/1890 a 22/01/1891. Por sua participação na Proclamação da República, recebeu o posto de general honorário do Exército. Sua atuação na política paulista foi relevante, sobretudo na articulação entre a política local e a federal. Era reconhecido como grande negociador, sendo apelidado por seus correligionários de “o cabo eleitoral dos cabos eleitorais”. Orador habilidoso, não teve maiores dificuldades em conquistar eleições. Foi o 17º grão-mestre geral do Grande Oriente do Brasil (maçonaria), exercendo a função entre 01/02/1905 e 03/04/1905. Às vésperas da Proclamação da República, foi chamado de São Paulo ao Rio de Janeiro para colaborar na organização do movimento. Após o triunfo republicano, participou ativamente da escolha dos membros do Governo Provisório. Mais tarde, foi acusado de ser um dos mandantes do atentado contra o presidente Prudente de Morais.

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