Maria da Graça Costa Penna Burgos
- Pessoa
- 26/09/1945-09/11/2022
Maria da Graça Costa Penna Burgos
Maria da Conceição de Manso Sayão da Silva Pessoa
Maria Bethânia Viana Teles Veloso
Maria Beatriz Roquette-Pinto Bojunga
Maria Antonieta Portocarrero Thedim
Margherita Maria Teresa Giovanna
Marcos Clemente de Sousa Dantas
Marconi - Equipamentos Para Laboratórios
Marcelo Fontes do Nascimento Viana de Santa Ana
Marcelo Antônio Cartaxo Queiroga Lopes
Manuel Paulo Teles de Matos Filho
Manuel Ferraz de Campos Sales nasceu em Campinas, São Paulo, em 13 de fevereiro de 1841, e faleceu em Santos, São Paulo, em 28 de junho de 1913. Filho de Francisco de Paula Sales e de Ana Cândida Ferraz, ingressou, em 1859, na Faculdade de Direito de São Paulo e diplomou-se no ano de 1863, quando volta a Campinas. Foi eleito, em 1867, Deputado Provincial por São Paulo, pelo Partido Liberal e, em 1872, Vereador por Campinas. Nove anos depois, já filiado ao Partido Republicano, volta à Câmara Provincial de São Paulo. Em 1884, elegeu-se Deputado à Assembleia Geral. Com a proclamação da República, Campos Sales assumiu o Ministério da Justiça do Governo Provisório. Foi eleito, em 1896, Governador do Estado de São Paulo e, entre 1898 e 1902, Presidente da República, ao lado do Vice-Presidente Francisco de Assis Rosa e Silva. Seu governo caracterizou-se pela realização de um grande saneamento financeiro, comandado pelo então Ministro da Fazenda Joaquim Murtinho. Em 1909, Campos Sales foi eleito Senador por São Paulo (1909/1912) e, em 1912, foi Ministro plenipotenciário do Brasil na Argentina. Casado com Ana Gabriela de Campos Sales.
Manuel Deodoro da Fonseca nasceu em 5 de agosto de 1827, na cidade de Alagoas, que hoje leva seu nome. Filho do militar e político Manuel Mendes da Fonseca e de Rosa Maria Paulina da Fonseca, iniciou os estudos na Escola Militar do Rio de Janeiro em 1843 e, recém-formado, participou do movimento de repressão à Revolução Praieira, ocorrida em Pernambuco entre 1848 e 1850. Serviu como militar, comandante de armas e vice-presidente (em algumas mais de uma vez) nas províncias do Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia, Mato Grosso e Rio Grande do Sul ao longo de sua extensa carreira. Casou-se com Mariana Cecília de Sousa Meireles em 1860; não tiveram filhos. Em dezembro de 1864, foi designado para a Brigada Expedicionária, enviada à região do rio da Prata para reforçar as tropas brasileiras em Montevidéu, integrando o cerco à cidade. Logo depois juntou-se às forças mobilizadas para lutar na Guerra da Tríplice Aliança contra o Paraguai. Participou de diversas batalhas importantes, como as de Tuiuti e do Humaitá. Recebeu diversas promoções ao longo da guerra, como major, tenente-coronel, coronel, e ainda a comenda de cavaleiro da Ordem do Cruzeiro e a medalha do mérito militar. Em 1874, foi promovido a general de brigada e, em 1887, a marechal de campo; nesse mesmo ano, foi eleito presidente do Clube Militar que ajudou a fundar.
Nos anos de 1880 participou ativamente do que ficou conhecido como Questão Militar. Grosso modo, os episódios que caracterizam a Questão refletem a insatisfação dos militares no pós-Guerra do Paraguai, período em que ganharam força e prestígio perante a sociedade, mas não foram reconhecidos pelo governo imperial. Alguns dos problemas entre os militares e o governo foram: tentativas de cortes nos orçamentos da Armada e do Exército; pagamento incerto de pensões a órfãos, viúvas e inválidos, e até mesmo de soldos, além do baixo valor desses; lentidão nas promoções; inexistência de uma lei de aposentadoria; descumprimento da promessa do governo de dar prioridade aos veteranos de guerra nas vagas no governo civil; e más condições de trabalho. Setores do Exército e da Marinha questionavam o próprio regime monárquico, muitos eram abolicionistas e republicanos. À medida que as relações entre as forças armadas e o governo imperial deterioravam-se, crescia a pressão para a queda do regime, sobretudo depois da abolição da escravidão em 1888, quando parte das elites econômicas do Império passou a apoiar a República, em virtude do fim do regime escravagista. Os republicanos históricos e os novos, como Benjamin Constant, Quintino Bocaiúva e Rui Barbosa, começaram a ver em Deodoro uma figura de liderança que poderia encaminhar a transição do regime, apesar do marechal ter sido monarquista e amigo de d. Pedro II. Acabou cedendo às pressões dos republicanos e, embora estivesse bastante enfermo, liderou o movimento de tropas no Rio de Janeiro. Foi chefe do governo provisório entre 15 de novembro de 1889 e 24 de fevereiro de 1891. Foi eleito indiretamente o primeiro presidente da República, tendo como vice o marechal Floriano Peixoto, e permaneceu no cargo até 23 de novembro de 1891, quando renunciou à presidência. Retirou-se da vida política e faleceu em 23 de agosto do ano seguinte no Rio de Janeiro.
A presidência do marechal Deodoro dividiu-se entre o governo provisório e o governo constitucional. Durante o governo provisório criou-se um ministério do qual faziam parte, principalmente, os republicanos históricos: Benjamin Constant (Guerra), Aristides Lobo (Interior), Rui Barbosa (Fazenda), Eduardo Wandenkolk (Marinha), Quintino Bocaiúva (Relações Exteriores e Agricultura, Comércio e Obras Públicas), Campos Sales (Justiça). Entre as primeiras medidas do novo governo republicano estavam: a adoção do federalismo, a mudança das províncias para estados, com direito à legislação própria; o município neutro, Rio de Janeiro, continuava sede do poder federal. O reconhecimento internacional do novo regime republicano foi rápido, em apenas dois meses, países da Europa e da América já haviam regularizado as relações oficiais com o Brasil. Houve poucos focos de resistência dos monarquistas em alguns pontos do país, mas foram casos isolados. Entretanto, a ameaça de uma reação monarquista pairava sobre o novo governo, justificando o decreto n. 85 de 23 de dezembro de 1889, no qual qualquer indivíduo que conspirasse ou atentasse contra a República poderia ser julgado militarmente por uma comissão, liderada pelo ministro da Guerra, e punido por crime de sedição. Esse decreto justificou a censura de periódicos e revelou a face ditatorial do novo governo provisório.
Em 1890, foi criado o Código Penal brasileiro, reformado o Código Comercial e, em 1891, promulgada a primeira Constituição republicana do país, de inspiração liberal e próxima ao modelo estadunidense. Essa estabeleceu o presidencialismo; o federalismo; o regime de representatividade; a divisão do Estado em três poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário – tendo sido extinto o poder Moderador; ainda foram extintos o Conselho de Estado e a vitaliciedade do Senado; houve a passagem das províncias a estados; a definição de datas comemorativas e símbolos nacionais (como os hinos, bandeiras, armas e selos); e a separação entre Igreja e Estado. O mandato presidencial teria duração de quatro anos e as eleições para presidência e vice-presidência (separadamente), Câmara e Senado, seriam diretas, com exceção dos votos de mulheres, analfabetos, militares e religiosos.
Um dos nomes mais importantes do governo foi o de Rui Barbosa, ministro da Fazenda, que instituiu uma política financeira conhecida como Encilhamento. Essa previa a emissão de papel-moeda sem lastro, resultando em forte especulação financeira e alta da inflação e na falência de bancos e empresas.
A formação de um novo ministério liderado pelo barão de Lucena, político vinculado à ordem monárquica, a tentativa de centralização do poder e as resistências encontradas no meio militar conduziram o país a uma crise política, que culminou com a tentativa de golpe de Deodoro, ao dissolver o Congresso em 3 de novembro de 1891, que pouco durou. Apenas vinte dias depois, o marechal, pressionado pela oposição ao seu governo, renunciou à presidência, tendo assumido o vice, o marechal Floriano Peixoto.
Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho
Manuel Antônio Sarmanho Vargas
Manoel Tavares da Costa Miranda