Mostrando 2704 resultados

Registro de autoridade

Aracy Balabanian

  • Pessoa
  • 22/02/1940 - 07/08/2023

Ariel Henry

  • Pessoa
  • 06/11/1949

Aristides Rocha

  • Pessoa
  • 09/08/1882 - 13/09/1950

Armindo Marcílio Doutel de Andrade

  • Pessoa
  • 17/11/1920 - 07/02/1991

Armindo Marcílio Doutel de Andrade nasceu em 17/11/1920, no Rio de Janeiro, filho de Armindo Augusto Doutel de Andrade e Cândida Doutel de Andrade. Em 1943 formou-se na Faculdade Fluminense de Direito. Desde jovem trabalhou como jornalista, tendo atuado em vários periódicos, como O Globo; Diretrizes; Diário Da Noite; e em O Jornal, onde assinou por 15 anos a coluna Panorama Político. A coluna era retransmitida para os demais jornais e emissoras dos Diários Associados. No início dos anos 40, prestou serviço militar e em 1964 casou-se com Lígia Ribeiro Moellmann, que seria sua grande companheira de vida e de lutas políticas.
Doutel passou a ter um contato mais estreito com a política a partir da cobertura jornalística dos trabalhos da Assembleia Constituinte de 1946. Durante a cobertura da campanha presidencial de 1950, aproximou-se dos dirigentes do PTB do Rio Grande do Sul – sobretudo Alberto Pasqualini, Leonel Brizola e João Goulart, que se tornaram seus grandes amigos e aliados de lutas políticas – e da ideologia trabalhista. Filiou-se ao PTB em 1951 e, após a solicitação de Vargas, iniciou com João Goulart trabalhos visando angariar novos militantes para o partido, organizar novos comitês e obter a filiação de líderes sindicais. Em virtude da dedicação ao trabalho, Doutel foi nomeado advogado do Banco do Brasil por Vargas. Nas eleições internas do PTB, em 1952, foi eleito primeiro-secretário do partido. Em 1953, foi convidado por João Goulart, então ministro do Trabalho, para ser membro de seu gabinete, além de diretor da Rádio Mauá, vinculada ao ministério.
Doutel acompanhou de perto os acontecimentos que culminaram no suicídio de Getúlio Vargas e, no dia seguinte, concedeu uma entrevista afirmando que ele e João Goulart foram os primeiros políticos a lerem a “Carta-Testamento”. Juntamente com as principais lideranças do PTB, seguiu para São Borja a fim de acompanhar o sepultamento. Em 1954, tornou-se secretário-geral do PTB, e foi um dos responsáveis por expandir seu alcance para além dos sindicatos urbanos. Em 1958, integrou a comissão encarregada de reestruturar o programa do PTB, que criou o plano socioeconômico conhecido como Reformas de Base. Nesse mesmo ano, foi eleito deputado federal por Santa Catarina, e em 1960 foi eleito vice-governador do estado. Pouco depois, João Goulart tornou-se presidente da República, sendo Doutel um dos maiores apoiadores de seu governo, assim como do programa das Reformas de Base. Em 1962, assumiu o cargo de vice-líder do PTB e da maioria parlamentar que sustentava o governo Goulart. No mesmo ano, foi eleito novamente deputado federal por Santa Catarina.
No dia 13 de março de 1964, no famoso comício da Central do Brasil, Doutel estava no palanque com Jango, assim como Brizola e Miguel Arraes. No dia 30 de março, quando Jango foi à reunião com os sargentos – evento culminante para o golpe civil-militar que seria dado no dia seguinte –, Doutel o aconselhara a não comparecer. Com golpe, João Goulart partiu para o exílio, tendo deixado um bilhete para Doutel justificando sua atitude.
No período entre abril de 1964 e novembro de 1966, Doutel desempenhou um papel crucial. Além de ascender à liderança do PTB – que perdera seus principais quadros dirigentes, cassados e no exílio –, atuou como porta voz de João Goulart e enfrentou fortes pressões na luta pela defesa dos direitos humanos e do restabelecimento da democracia. Quando o governo começou a investigar Jango, acusando-o de enriquecimento ilícito e irregularidades administrativas, coube a Doutel fazer a sua defesa. Para tanto, viajou clandestinamente ao Uruguai, onde se encontrou com o antigo presidente e dele recebeu documentos que provavam que as denúncias eram falsas. Os militares passaram então a vigiar as viagens de Doutel. No dia 24 de agosto de 1964, dez anos após a morte de Vargas, Doutel subiu na Tribuna da Câmara e leu um discurso de Jango, no qual este justificava sua não resistência – assim como em 1961, preferira o sacrifício particular à guerra civil – e acusava o governo Castelo Branco de golpista, pró-EUA e contrário às Reformas de Base. Doutel recebeu então diversas ameaças de cassação.
Em 1965, com a extinção dos partidos, o PTB foi dissolvido. Com a criação do bipartidarismo, Doutel filiou-se ao MDB, atuando na sua organização e definição ideológica, tendo sido seu primeiro líder. Em 1966, Doutel foi cassado por ter sido um dos principais articuladores da Frente Ampla. No mesmo ano, foi indiciado por um IPM (Inquéritos Policiais Militares, criados para apurar denúncias de subversão e corrupção) e preso.
Impossibilitado de participar da política formal, Doutel indicou sua esposa, Lígia Doutel de Andrade, como candidata a deputada federal por Santa Catarina nas eleições daquele ano. Lígia fez rápida e intensa campanha, tendo sido acompanhada o tempo todo por agente do DOPS. Eleita, teve atuação marcante. Porém em 1968, também ela foi cassada, através do AI n° 5. Doutel então montou um escritório imobiliário no Rio de Janeiro, além de ter sido diretor da OEST Engenharia Ltda.
Em 1976, João Goulart faleceu e Doutel viajou à Argentina a fim de trazer seus restos mortais. Em 1978, retomou os contatos com Brizola e emitiu uma declaração de oposição ao Presidente Geisel. Em 1979, viajou à Lisboa, onde ocorreu o Encontro dos Trabalhistas Brasileiros. No mesmo ano, com a anistia, retomou seus direitos políticos e participou da reorganização do PTB. Como não foi possível manter a sigla (de posse de Ivete Vargas), foi fundado o PDT (Partido Democrático Trabalhista). Em 1983, Doutel tornou-se presidente nacional do PDT. Defendeu ativamente a campanha das Diretas Já e, com a não aprovação da emenda Dante de Oliveira, apoiou a escolha de Tancredo Neves pelo colégio eleitoral. Em 1989, tornou-se novamente deputado federal e foi escolhido vice-presidente nacional do PDT. Faleceu no Rio de Janeiro em 1991.

Arno Enge

  • Pessoa

Arnold Lupton

  • Pessoa
  • 11/09/1846 - 23/05/1930

Arthur Rubinstein

  • Pessoa
  • 28/01/1887 - 20/12/1982

Artur da Costa e Silva

  • Pessoa
  • 03/10/1899 - 17/12/1969

Artur da Costa e Silva, filho de Aleixo Rocha da Silva e Almerinda Mesquita da Costa e Silva, nasceu em Taquari, Rio Grande do Sul, a 3 de outubro de 1899. Em 1912 ingressou no Colégio Militar de Porto Alegre. Em 1921 tornou-se aspirante-a-oficial da arma de infantaria pela Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro. Participou da Revolta de 5 de Julho de 1922 e da Revolução de 1930, integrando também as forças legalistas no combate à Revolução Constitucionalista de 1932. Em 1942 organizou a unidade blindada da FEB. No período de 1950-52 foi nomeado adido militar junto à embaixada do Brasil na Argentina. De 1957 a 1962 comandou a 3. Região Militar, em Porto Alegre; a 2. Divisão de Infantaria, em São Paulo; o IV Exército, em Recife. Entre 1962-64 chefiou o Departamento Geral de Pessoal do Exército e o Departamento de Produção e Obras, no Rio de Janeiro. Participou do golpe militar de 1964, fazendo parte do Comando Supremo da Revolução. De 1964 até 1966 exerceu o cargo de Ministro da Guerra e foi promovido a marechal. Em 1967 ocupou a Presidência da República, eleito pelo voto indireto. Empenhou-se no combate à inflação e lançou o Programa Estratégico de Desenvolvimento: criou o Mobral para alfabetização do adulto; reformou a rede telegráfica da Amazônia; construiu a Estação de Itaboraí para telecomunicações por satélite; fundou a FUNAI, a EMBRAER, a Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais, a Petroquisa; concedeu ao trabalhador rural todos os direitos dos trabalhadores de outras áreas, inclusive a aposentadoria por tempo de serviço e invalidez. Por motivo de doença, afastou-se do cargo, vindo a falecer a 17 de dezembro de 1969, no Rio de Janeiro. Foi casado com Iolanda Barbosa Costa e Silva, com quem teve um filho.

Artur da Silva Bernardes

  • Pessoa
  • 1875 - 1955

Artur da Silva Bernardes nasceu a 8 de agosto de 1875, em Viçosa, Minas Gerais e faleceu no dia 23 de março de 1955 no Rio de Janeiro. Filho de Antônio da Silva Bernardes e Maria Aniceta Pinto Bernardes, ele formou-se bacharel pela Faculdade de Direito de São Paulo em 1900. Foi vereador em Viçosa pelo Partido Republicano Mineiro em 1905-6 e eleito presidente da Câmara Municipal em 1905, preferiu ocupar a vice-presidência. Em 1906 ocupou a prefeitura de Viçosa, em seguida, foi eleito deputado estadual (1907-9) e federal (1909-10 e 1915-7). Entre 1918e1922 foi Presidente de Minas Gerais, de onde saiu para a presidência da República (1922 a 1926). Seu governo caracterizou-se pelo estado de sítio, devido a eclosão de vários motins, todos sufocados até o final do mandato. Criou o Conselho Penitenciário, promulgou o Código de Menores, reorganizou os ensinos secundários e superiores, criou o Conselho Nacional do Trabalho. Foi um dos articuladores da Revolução de 1930 em Minas Gerais e da Revolução Constitucionalista. Em 1932 foi exilado em Lisboa. Anistiado, retorna ao Brasil em 1934, ano em que foi eleito deputado estadual por Minas. Um dos signatários do Manifesto dos Mineiros, em 1943 e um dos fundadores do Partido Republicano em 1945. Foi casado com Clélia Vaz de Melo Bernardes, com quem teve seis filhos.

Artur Paiva

  • Pessoa

Ary Parreiras

  • Pessoa
  • 17/10/1890 - 09/07/1945
Exibindo 301-350 de 2704 resultados