Escola Politécnica (Rio de Janeiro/RJ)
- Entidade coletiva
Escola Politécnica (Rio de Janeiro/RJ)
Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF)
Escola Municipal de Ensino Básico Carmine Botta (São Carlos, SP)
Escola José de Alencar (Rio de Janeiro/RJ)
Escola de Artes Visuais do Parque Lage
Ernesto Geisel, nasceu a 3 de agosto de 1907, em Bento Gonçalves-RS, filho de Augusto Guilherme Geisel e Lídia Beckmann Geisel. Foi casado com Luci Markus Geisel, tendo tido dois filhos, Amália Luci Geisel e Orlando Geisel Sobrinho. Em 1921 entrou para o Colégio Militar de Porto Alegre-RS, tendo concluído o curso em 1924 como primeiro aluno da sua Turma. Em 1925 matriculou-se na Escola Militar de Realengo-RJ, sendo declarado Aspirante-a-Oficial da Arma de Artilharia em 1928, como primeiro aluno de sua Turma. Foi designado a servir no 1º Regimento de Artilharia Montada, na Vila Militar-RJ, sendo transferido, como 2º Tenente para o 4º Grupo de Artilharia a Cavalo em Santo Ângelo-RS em 1929. Participou, já como 1º Tenente, da Revolução de 30 como Comandante de uma bateria do Destacamento Miguel Costa na vanguarda das forças revolucionárias. Após a Revolução de 30, serviu no 1º Grupo de Artilharia de Montanha no Rio de Janeiro-RJ. Em 1931 atuou como Secretário-Geral do Governo estadual e como Chefe do Departamento de Segurança Pública do estado do Rio Grande do Norte. Neste mesmo ano, voltou a comandar uma unidade militar ajudando a reprimir o levante do 21º Batalhão de Caçadores no Recife-PE. Na Revolução Constitucionalista de 1932, sua unidade foi mandada para o Vale do Paraíba, preparando-se para combater os rebeldes. Entre 1934 a 1935 ocupou a Secretaria de Fazenda e Obras Públicas da Paraíba. Ainda em 1935 foi transferido para o Grupo-Escola de artilharia no Rio de Janeiro-RJ, quando foi promovido a Capitão. Ajudou a combater os revoltosos da Intentona Comunista em 1935. Em 1938 frequentou a Escola de aperfeiçoamento de Oficiais, (ESAO), no Rio de Janeiro-RJ, quando, mais uma vez foi o primeiro de sua Turma. De 1939 a 1941 serviu como Instrutor de Artilharia na Escola Militar de Realengo-RJ. Em 1941 ingressou na Escola de Estado-Maior do Exército, tendo se formado em 1943, tendo sido promovido a Major. Em 1945 foi servir na 3ª Região Militar, Porto Alegre-RS, fez um estágio em Fort Leavenworth-EUA, serviu na Diretoria de Motomecanização no Rio de Janeiro-RJ. Entre 1946 e 1947 chefiou a secretaria geral do Conselho de Segurança Nacional, depois foi Adido Militar no Uruguai, promovido a Tenente-Coronel em 1948, retornando ao Brasil em 1950, indo servir na Escola Superior de Guerra (ESG)-RJ, em 1952, promovido a Coronel em 1953, comandou o 8º Grupo de Artilharia de Costa Motorizado no Rio de Janeiro-RJ, em 1955 foi subchefe do Gabinete Militar do Governo Café Filho, assumindo neste mesmo ano o comando do Regimento-Escola de Artilharia-RJ e logo depois foi colocado a disposição da Petrobrás, em Cubatão-SP, onde permaneceu até a posse de Juscelino Kubitschek em 1956. Neste ano assumiu o comando do 2º Grupo de Canhões Antiaéreos em Quitaúna-SP. Em 1957 assumiu a chefia da Seção de Informações do Estado-Maior do Exército e representante do Ministério da Guerra no Conselho Nacional de Petróleo (CNP), tendo permanecido, com um breve intervalo, até 1961, tendo sido promovido, em 1960, a General-de-Brigada. Após a posse de Jânio Quadros tornou-se Oficial-de-Gabinete do Ministro da Guerra Marechal Odílio Denis e, logo após nomeado para chefiar o Comando Militar de Brasília e a 11ª Região Militar. Em 1962 comandou a Artilharia Divisionária da 5ª Divisão de Infantaria, Curitiba-PR e a 5ª Região Militar-PR. Em 1963 ocupou a Subchefia do Departamento de Provisão Geral do Exército. Participou ativamente do Golpe Militar de 1964. Neste ano foi nomeado chefe do Gabinete Militar de Castelo Branco. Neste posto foi encarregado de investigar as denúncias de tortura no nordeste do País, Rio de Janeiro e São Paulo. Atuou na contenda entre a Marinha e a Força Aérea no caso da compra do Porta-Aviões Minas Gerais. Nesta época foi promovido a General de Divisão. Ainda neste período defendeu a nacionalização da Companhia Telefônica Brasileira (CTB), contra os que queriam repassá-la a outro grupo estrangeiro. Interveio na sucessão presidencial de Castelo Branco, indo contra a candidatura de Costa e Silva e em diversos episódios da política nacional, tendo pedido, inclusive, exoneração de seu cargo para não atrapalhar a sucessão presidencial, sendo promovido em 1966 foi a General de Exército. Em 1967, com a posse de Costa e Silva, deixa o cargo de chefe de Gabinete e assume uma vaga de Ministro no Supremo Tribunal Militar, se aposentando em 1969, quando foi nomeado para a presidência da Petrobrás no Governo Médici. Em 1973 foi lançado candidato a Presidência da República por Médici sendo eleito, por voto indireto, em 15 de janeiro de 1974. Seu Governo foi marcado pela lenta preparação para a futura redemocratização do país, acabou com o alinhamento automático, no cenário internacional, com os EUA, reatou as relações diplomáticas com a China Comunista, condenou o regime racista da África do Sul, foi o primeiro a reconhecer a independência de Angola e Moçambique, deu início a um período de desenvolvimento econômico que recebeu o nome de “milagre brasileiro” e da política de substituição de importações, implantando o programa nuclear brasileiro, na política permitiu a propaganda eleitoral na televisão, a repressão policial-militar ainda estava ativa, houve a suspensão da censura prévia aos jornais, exonerou o comandante do 2º Exército-SP, General Ednardo D’Avila e do Ministro do Exército Silvio Frota, o primeiro por conta de mortes sob tortura em São Paulo e o segundo, por ser um notório “linha-dura”, que vinha fazendo críticas à política interna de Geisel, revogou o decreto de banimento dos presos políticos trocados pelos embaixadores sequestrados. Deixou a Presidência em 15 de março de 1979, quando tomou posse o seu escolhido, o General Figueiredo. Em 1980 assume a presidência de uma empresa privada da área da química fina, a Norquisa e no Conselho Administrativo da Copene, (Companhia Petroquímica do Nordeste), tendo se afastado destas atividades em 1991. Faleceu, vitima de câncer, no Rio de Janeiro em 12 de setembro de 1996.
Ernestina de Carvalho Teixeira Mendes
Epitácio Pessoa Cavalcanti de Albuquerque
Epitácio Lindolfo da Silva Pessoa
Epitácio Lindolfo da Silva Pessoa nasceu em Umbuzeiro (PB), em 23 de maio de 1865, filho de José da Silva Pessoa e de Henriqueta Barbosa de Lucena. Bacharelou-se em 1886 na Faculdade de Direito de Recife. Nesse mesmo ano foi nomeado Promotor Público em Bom Jardim (PE), permanecendo até 1887, quando foi transferido para a comarca de Cabo (PE). Em 1889, embarcou para o Rio de Janeiro. Após a Proclamação da República, foi nomeado Secretário Geral do Estado da Paraíba e eleito deputado por este estado à Assembléia Nacional Constituinte e à 1ª Legislatura do Congresso Nacional Constituinte, atuando no período de 1891 a 1893.
Entre 1898 e 1901 exerceu o cargo de Ministro da Justiça e Negócios Interiores do governo Campos Salles, período em que foram elaborados o Código Civil e o Código de Ensino, que modificou a educação secundária e superior. De 1902 a 1912, foi Ministro do Supremo Tribunal Federal e de 1902 a 1905 foi Procurador Geral da República. Presidiu os trabalhos da Junta Internacional de Jurisconsultos, em 1912, no Rio de Janeiro, examinando os projetos para o Código de Direito Internacional Público e Privado. Neste ano, elegeu-se Senador pela Paraíba (1912-1919). Em 1919, embarcou para Paris a fim de presidir a Delegação Brasileira à Conferência da Paz. Nesse mesmo ano, foi eleito Presidente da República, governando de 1919 a 1922. Após este período, atuou como Membro da Corte de Justiça Internacional de Haia (1923-1930); Senador pela Paraíba (1924-1930); Presidente da Junta Pan-americana de Jurisconsultos (1927) e Presidente da Comissão Permanente de Codificação do Direito Internacional Público (1932). Em 1929, participou da campanha da Aliança Liberal que apoiou Getúlio Vargas para Presidente da República.
Foi casado com Francisca Chagas e, após o falecimento desta, com Maria da Conceição Manso Sayão, com quem teve três filhas. Faleceu em 13 de fevereiro de 1942, em Petrópolis (RJ).
Engenho Novo (Rio de Janeiro, RJ)
Nasceu em 1914, no Rio de Janeiro, filho e neto de generais do Império e da República. Era militar e pertenceu à Arma de Infantaria, tendo servido em Cáceres (Mato Grosso) como voluntário, no posto de Tenente. Em 1940 serviu, por 2 anos, em uma Companhia de Fronteiras em Porto Velho (atual Estado de Rondônia). Essas experiências em áreas de fronteiras despertaram seu interesse pelos problemas dessas regiões, passando a estudá-los. Em Porto Velho, conheceu o então presidente Getúlio Vargas, com quem conversou sobre essas questões.
Em 1942, após o término de seus 2 anos de serviço, solicitou servir no Batalhão de Guardas Presidenciais do Palácio do Catete (RJ). Este Batalhão também era responsável pela guarda do Palácio Guanabara (então residência oficial do Presidente da República) e do Palácio Rio Negro (residência de verão da Presidência) em Petrópolis.
No Palácio Rio Negro, o ocupante da função de oficial-de-dia (responsável pelo corpo militar em serviço no dia) era convidado por Vargas para almoçar. Ao exercer a função, Garcez almoçou diversas vezes com Vargas, que o reconhecera. O presidente retomou a conversa sobre os problemas daquelas regiões, relatando a Garcez sua idéia de desmembrar alguns estados e criar os territórios federais.
Em 14/06/1943, Garcez foi nomeado Ajudante de Ordens de Vargas. Nessa época, foram criados os territórios federais do Amapá, Guaporé, Iguaçu e Rio Branco, e nomeados os militares que iriam governá-los, ficando, no entanto, sem governador o território de Rio Branco. Vargas relatou a Garcez não saber quem nomear para o cargo, e este se ofereceu então para ocupar a posição. Assim, em 17/04/1944, foi nomeado Governador do Território Federal do Rio Branco. A nomeação de Garcez deveu-se a sua experiência na região, sua capacidade profissional e a sua relação direta com Vargas. Em 1946, após a deposição de Vargas, Garcez foi exonerado, prosseguindo em sua carreira militar.
Em 1951, com a eleição de Vargas, Garcez (já então no posto de major) foi novamente chamado para trabalhar com o presidente, passando a ocupar os cargos de Chefe de Pessoal da Presidência da República (responsável, inclusive, pela Guarda Pessoal de Vargas) e de Chefe do Serviço de Transportes da Presidência. Dessa forma, esteve ligado, de forma indireta, à polêmica da aquisição dos Rolls Royce presidenciais e ao escândalo que envolveu a Guarda Pessoal no atentado da Rua Toneleros.
Em 1956, esteve à disposição do Ministério da Justiça e Negócios Interiores, como Chefe do Serviço de Radio-Patrulha do Distrito Federal. Em 1962, esteve à disposição da Companhia Siderúrgica Nacional. Passou para a Reserva Remunerada após o Golpe Militar em 1964.
Enê Garcez dos Reis foi casado com Dulce Reis. Faleceu em 2000, com a patente de General.
Empresa Industrial de Melhoramentos
Empresa Fluminense de Força e Luz
Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A.
Empresa de Melhoramentos da Baixada Fluminense
Empresa Brasileira de Telecomunicações
Empresa Brasileira de Indústrias Extrativas
Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos
Emmanuel Jean-Michel Frédéric Macron