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- 05/10/1713 - 31/07/1784
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Registro de autoridadeDepartamento de Esgotos Pluviais
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Désiré-Félicien-François-Josep Mercier
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- 21/11/1851 - 23/01/1926
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- 07/10/1931-26/12/2021
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- 01/07/1961 - 31/08/1997
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- 30/10/1960-25/11/2020
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- 14/12/1947
Primeira mulher a se tornar Presidente da República do Brasil, Dilma Vana Rousseff nasceu em 14 de dezembro de 1947, na cidade de Belo Horizonte (MG). É filha do imigrante búlgaro Pedro Rousseff e da professora Dilma Jane da Silva, nascida em Resende (RJ). O casal teve três filhos: Igor, Dilma e Zana.
A filha do meio iniciou os estudos no tradicional Colégio Nossa Senhora de Sion, e cursou o ensino médio no Colégio Estadual Central, então centro da efervescência estudantil da capital mineira. Aos 16 anos, Dilma dá início à vida política, integrando organizações de combate ao regime militar.
Em 1969, conhece o advogado gaúcho Carlos Franklin Paixão de Araújo. Juntos, sofrem com a perseguição da Justiça Militar. Condenada por “subversão”, Dilma passa quase três anos, de 1970 a 1972, no presídio Tiradentes, na capital paulista.
Livre da prisão, muda-se para Porto Alegre em 1973. Retoma os estudos na Universidade Federal do Rio Grande do Sul após fazer novo vestibular. Em 1975, Dilma começa a trabalhar como estagiária na Fundação de Economia e Estatística (FEE), órgão do governo gaúcho. No ano seguinte, dá à luz a filha do casal, Paula Rousseff Araújo.
Dedica-se, em 1979, à campanha pela Anistia, durante o processo de abertura política comandada pelos militares, ainda no poder. Com o marido Carlos Araújo, ajuda a fundar o Partido Democrático Trabalhista (PDT) no Rio Grande do Sul. Trabalhou na assessoria da bancada estadual do partido entre 1980 e 1985. Em 1986, o então prefeito da capital gaúcha, Alceu Collares, escolhe Dilma para ocupar o cargo de Secretária da Fazenda.
Com a volta da democracia ao Brasil, Dilma, então diretora-geral da Câmara Municipal de Porto Alegre, participa da campanha de Leonel Brizola ao Palácio do Planalto em 1989, ano da primeira eleição presidencial direta após a ditadura militar. No segundo turno, Dilma vai às ruas defender o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT).
No início da década de 1990, retorna à Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul, agora como presidente da instituição. Em 1993, com a eleição de Alceu Collares para o governo do Rio Grande do Sul, torna-se Secretária de Energia, Minas e Comunicação do Rio Grande do Sul.
Em 1998, inicia o curso de doutorado em Economia na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mas, já envolvida na campanha sucessória do governo gaúcho, não chega a defender tese. A aliança entre PDT e PT elege Olívio Dutra governador e Dilma ocupa, mais uma vez, a Secretaria de Energia, Minas e Comunicação do Rio Grande do Sul. Dois anos depois, filia-se ao PT.
O trabalho realizado no governo gaúcho chamou a atenção de Luiz Inácio Lula da Silva, já que o Rio Grande do Sul foi uma das poucas unidades da federação que não sofreram com o racionamento de energia em 2001.
Em 2002, Dilma é convidada a participar da equipe de transição entre os governos de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e Lula (2003-2010). Depois, com a posse de Lula, torna-se ministra de Minas e Energia.
Entre 2003 e 2005, comanda profunda reformulação no setor com a criação do chamado marco regulatório (leis, regulamentos e normas técnicas) para as práticas em Minas e Energia. Além disso, preside o Conselho de Administração da Petrobrás, introduz o biodiesel na matriz energética brasileira e cria o programa Luz para Todos.
Lula escolhe Dilma para ocupar a chefia da Casa Civil e coordenar o trabalho de todo ministério em 2005. A ministra assume a direção de programas estratégicos como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o programa de habitação popular Minha Casa, Minha Vida. Coordenou ainda a Comissão Interministerial encarregada de definir as regras para a exploração das recém-descobertas reservas de petróleo na camada pré-sal e integrou a Junta Orçamentária do Governo, que se reúne mensalmente para avaliar a liberação de recursos para obras.
Em março de 2010, Dilma e Lula lançam a segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), que amplia as metas da primeira versão do programa. No dia 03 de abril do mesmo ano, Dilma deixa o Governo Federal para se candidatar à Presidência. Em 13 de junho, o PT oficializa a candidatura da ex-ministra.
No segundo turno das eleições, realizado em 31 de outubro de 2010, aos 63 anos de idade, Dilma Rousseff é eleita a primeira mulher Presidenta da República Federativa do Brasil, com quase 56 milhões de votos.
Em 12 de maio de 2016, dois anos antes do término de seu segundo mandato, a Presidenta Dilma Rousseff foi afastada da função de chefe de estado em decorrência da aprovação de denúncia de crime de responsabilidade nº 1/2015, parecer nº 475/2016 com votação e aprovação na Câmara dos Deputados em abr/2016 e encaminhado ao Senado Federal para votação em mai/2016, que resultou na admissibilidade da denúncia e instauração do processo de impeachment em desfavor da Presidenta.
Em 31 de agosto de 2016 a Resolução nº 35 do Senado Federal julgou procedente a denúncia de crime de responsabilidade e impôs à Srª Dilma Vana Rousseff a sanção de perda do cargo de Presidente da República (Diário do Senado Federal, Resolução nº 35, de 31 de agosto de 2016).
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- 20/03/1894 - 01/04/1963
Diogo Fernandes Alvares Fortuna
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- 27/09/1849 - 21/06/1913
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- 07/04/1922 - 18/06/1999
Distrito Federal (Brasil). Câmara Legislativa
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- 13/10/1862 - 05/11/1925
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- 21/01/1946
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- 08/10/1899 - 10/03/1973
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- 03/06/1879 - 13/01/1946
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- 23/07/1964 - 05/06/2022
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- 14/06/1946
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- 18/10/1891 - 30/07/1966
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- 30/04/1914-16/08/2008
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- 20/12/1923 - 27/06/1989
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- 07/06/1931 - 12/02/2005
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Dulcina Bormann de Borges Leal
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- 29/01/1862 - 1918
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Duque de Caxias (RJ). Câmara Municipal
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- 14/10/1890 - 28/03/1969
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- 25/11/1845 - 16/12/1900
Edgar de Godói da Mata Machado
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- 14/05/1913 - 09/09/1993
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- 21/03/1894 - 27/06/1978
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- 02/10/1858 - 01/07/1928
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- 20/03/1895 - 21/07/1983
Edgar Teixeira Leite nasceu em Paraíba do Sul (RJ), em 20/03/1895, filho de Leopoldo Teixeira Leite e Inês Figueira de Melo Teixeira Leite. Era neto do comendador Francisco José Teixeira Leite, barão e um dos fundadores de Vassouras. Diplomou-se na Escola de Agricultura de Pinheiro em 1914, ingressando em seguida na Faculdade de Direito de Niterói, onde cursou até o 3º ano. Especializou-se em Biologia Vegetal no Museu Nacional e no Jardim Botânico (RJ) e, obtendo o 1º lugar no concurso para Chefe de Biologia Vegetal do Ministério da Agricultura, foi nomeado Diretor da Estação Geral de Experimentação de Escada (PE), em 1917. Dirigiu serviços do Ministério da Agricultura em Alagoas e na Paraíba e chefiou a Comissão de Estradas de Rodagem em Pernambuco. Em 1918, participou do I Congresso Nacional do Algodão, promovido pelo Ministério da Agricultura e pela Sociedade Nacional de Agricultura (SNA). Nesse mesmo ano, foi eleito prefeito de Gameleira (PE), ocupando o cargo de 1919 a 1922. Colaborou com a Reação Republicana, movimento derrotado que promoveu a candidatura de Nilo Peçanha à presidência da República em 1922.
Após o fim de seu mandato em Gameleira, foi diretor das Usinas Ribeirão e de Cucuí, pertencentes à Cia Geral de Melhoramentos de Pernambuco – empresa açucareira da qual foi também diretor e vice-presidente, tornando-se especialista em cultivo e produção de açúcar.
No início da década de 1920, casou-se com Leonor Bezerra Cavalcanti Teixeira Leite, filha de José Rufino Bezerra Cavalcanti – usineiro, ministro da Agricultura (1914-1918) e presidente de Pernambuco (1919-1922). Em 1925, associou-se à empresa do sogro, José Rufino e Cia, grande organização comissionária que financiava a entressafra e melhoramentos agroindustriais. Em 1926, assumiu a secretaria geral da Sociedade Auxiliadora da Agricultura (PE).
Teixeira Leite era ligado ao Partido Democrático de Pernambuco, núcleo da Aliança Liberal do estado, e apoiou a Revolução de 1930. Com a vitória dos revolucionários, foi nomeado Secretário da Fazenda, Viação, Obras Públicas e Agricultura de Pernambuco. Em 1932, deixou a secretaria e foi para o Rio de Janeiro para tratar da saúde. Nesse ano, foi um dos fundadores da Sociedade dos Amigos de Alberto Torres, que organizava estudos e atividades ligadas principalmente a questões agrárias. Nessa entidade – da qual chegou a ser presidente, tendo fundado sua seção pernambucana – fez conferências sobre o rio São Francisco, as regiões semiáridas, a imigração e a colonização.
Em 1933, Teixeira Leite foi eleito deputado à Assembleia Nacional Constituinte, fazendo parte da representação profissional e sendo o único representante dos empregadores do Norte. Apresentou várias emendas, defendendo a navegação de cabotagem, a redistribuição municipal de rendas, o apoio nacional às regiões nordestinas atingidas pelas secas e a política ruralista inspirada em Alberto Torres. Foi defensor dos produtores de açúcar e um dos pioneiros da campanha pela adoção do álcool-motor, sendo fundador e diretor-tesoureiro da Cooperativa de Álcool-Motor, que instalaria a 1ª fábrica do produto em Pernambuco.
Foi deputado federal (PSD-PE) entre 1935-1937 e, em seu mandato, foi membro das comissões de Agricultura, Indústria e Comércio e de Obras contra as Secas, entre outras. Lutou pelo plano de defesa da lavoura e da indústria açucareira, e contra a extinção do Instituto do Açúcar e do Álcool. Apresentou um projeto sobre a organização das atividades pesqueiras — que seria transformado em decreto-lei no Estado Novo — e outro sobre a criação do Instituto Nacional de Nutrição, que também serviria de base à implantação do órgão no Estado Novo. Foi o relator do projeto que criou a Carteira de Crédito Agrícola e Industrial do Banco do Brasil. Como membro da SNA, Teixeira Leite manifestou-se sobre várias questões ligadas à agricultura, entre elas a reforma agrária, considerando que o camponês devia ter acesso à terra para garantir condições mínimas de vida. Em 1944, desligou-se da Cia Geral de Melhoramentos de Pernambuco, organizando a Chromium Mineração S.A. para explorar jazidas de cromita em Piuí (MG). Em 1946, foi nomeado membro da Comissão Central de Preços, na qual defendeu os interesses dos produtores rurais.
Foi secretário de Agricultura, Indústria e Comércio do Estado do Rio de Janeiro de 1947 a 1950. Na Secretaria, promoveu um programa de recuperação da lavoura cafeeira fluminense, usando pela primeira vez os métodos de sombreamento para a restauração de velhas culturas e o replantio em terras desgastadas. Organizou o serviço de assistência rural rodoviária, favorecendo a conservação das estradas rurais privadas e sua articulação com a rede federal e municipal. Incentivou o cooperativismo rural e implantou armazéns e frigoríficos para a conservação de produtos agropecuários. Estimulou a pecuária leiteira, combatendo a febre aftosa e promovendo exposições agropecuárias. Fomentou a fruticultura das zonas temperada e tropical, especialmente de cítricos, criando estações de mudas e enxertos. Estimulou o reflorestamento e o aproveitamento de resíduos urbanos na adubagem do solo.
Representou a SNA no Conselho Interamericano de Comércio e Produção, do qual chegou ao cargo de vice-presidente, presidindo a seção brasileira. Entre 1948 e 1949, participou da Comissão de Desenvolvimento Agropecuário e da Comissão Mista Brasileiro-Americana de Estudos Econômicos. Em 1949, foi delegado das classes produtoras fluminenses na II Conferência das Classes Produtoras. Em 1950, tornou-se membro do Conselho Nacional de Economia (CNE), no qual se destacou tratando de temas como fertilizantes, babaçu, secas no Nordeste, carvão e florestas. Em 1955, tornou-se presidente do CNE. Em 1958, foi consultor especial do governo brasileiro na Reunião de Ministros da Fazenda e Economia do Continente Americano. Entre 1959 e 1960, criou no CNE um prestigiado curso de análise econômica, pelo qual passaram inúmeros economistas. Neste último ano desligou-se do conselho.
Foi membro do conselho técnico e vice-presidente do Instituto Brasileiro de Reforma Agrária (IBRA), onde permaneceu de 1965 a 1968. Dirigiu o Cotonifício Ribeirão S.A., a Cromita S.A., o Banco Metropolitano de Crédito Mercantil e a Cia Econômica Industrial e Comercial de Alimentos Frigorificados (CEICAF). Foi membro da Confederação Rural Brasileira, do Conselho Nacional de Reforma Agrária e do Fundo Federal Agropecuário do Ministério da Agricultura, dos quais foi vice-presidente. Participou do Grupo de Trabalho para a Revisão da Reforma Agrária, do Conselho de Organizações Não-Governamentais para o Combate às Calamidades, cujo conselho deliberativo presidiu. Membro do conselho consultivo da Associação Latino-Americana de Direito Agrário e do conselho técnico da Confederação Nacional do Comércio, fez parte da Comissão Nacional Pró-Nações Unidas e da Associação Brasileira das Nações Unidas, do Instituto de Altos Estudos Históricos e Sociais, do conselho superior da SNA e do conselho consultivo da Confederação Nacional de Agricultura. Além de sócio da Sociedade Brasileira de Estatística e do Instituto Brasileiro de Estatística, foi sócio da Sociedade Brasileira de Agronomia, do Instituto de Organização Racional do Trabalho (IDORT), do Instituto Brasileiro de Colonização e da Sociedade de Estudos Brasileiros.
Foi conferencista da Escola Superior de Guerra, diretor do Boletim Fluminense de Agricultura e Indústria e colaborador das publicações Revista do Conselho Nacional de Economia, Lavoura e Observador Econômico. Escreveu Aspectos da economia nacional (1937), Problemas da economia fluminense (1938), A Baixada Fluminense e sua restauração econômica (1938), O problema dos combustíveis líquidos (1944) e Reforma agrária (1946).
Faleceu no Rio de Janeiro no dia 21 de julho de 1983, deixando 4 filhos.
Edgard de Barros Raja Gabaglia
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- 1953
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- 31/10/1881 - 28/09/1968